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Brasileirão 2009 – 8ª Rodada

8ª Rodada: Cruzeiro 1 x 0 Avaí

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Dessa vez nem foi time reserva. O time junior do Cruzeiro garantiu mais 3 pontos no campeonato.

Não tenho muito a dizer sobre esse jogo. Quem assistiu (se conseguiu não dormir) sabe do que estou falando. O jogo foi bem chato, os dois times extremamente burocráticos e sem volume de jogo. O Avaí por incompetência de seus jogadores e o Cruzeiro por entrar em campo com um time de atletas que nunca disputaram uma partida oficial na categoria profissional e nem jamais haviam jogado juntos.

Com apenas um titular em campo (Henrique é titular?) o time celeste fez o dever de casa, conseguiu 3 pontos, colocou uns meninos cruzeirenses para se divertir e pegarem experiência e ainda deu ritmo a alguns reservas, como Zé Carlos, Wanderlei e Jancarlos.

Uma ótima atuação do garoto Dudu (foto), de apenas 17 anos. Melhor jogador em campo, entrou com a camisa 10, saiu muito emocionado por ter se apresentado bem e demonstrou muita humildade nas entrevistas.

O gol do Cruzeiro saiu numa jogada do próprio Dudu, que só foi parado com falta quando puxado. Falta dentro da área é penalti. Zé Carlos converteu, decreteu a vitória celeste e o jogo ficou por isso mesmo, uma monotonia só.

Valeu garotada azul celeste pelos 3 pontos. Valeu pela experiência adquirida.

xD

-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Libertadores ’09 – Semifinais

Primeiro jogo das semifinais: Cruzeiro 3 x 1 Grêmio

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Três gols pra cima do Grêmio, de novo.

Ano passado, pelo campeonato brasileiro, eu presenciei de perto Wagner (aos 14 segundos de partida), Jonathan e Guilherme(o Wolverine) marcarem 3 gols no time gaúcho e fazerem a alegria dos cruzeirenses. Ontem foi a vez de WPaulista, Wagner e Fabinho repetirem o mesmo número de gols e garantirem a boa vitória celeste.

Com o time desfalcado, mais uma vez o improviso teve de ser usado na armação da equipe celeste. De última hora, o já improvisado na lateral-esquerda, Gérson Magrão foi cortado do time por causa de uma lesão e o time simplesmente ficou sem jogador para esta posição, nem no banco. O Adílson Batista escalou Fabinho no meio-campo, juntamente com Elicarlos e deslocou o Marquinhos Paraná para a ala esquerda, que foi por onde o Grêmio tentou encaixar suas melhores jogadas quando conseguia sair do sufoco que sofreu o tempo todo do Cruzeiro.

Sem sequer tomar conhecimento do elogiado setor defensivo gremista, a equipe cruzeirense partiu para o ataque e logo aos seis minutos de jogo Jonathan tem uma chance ótima para abrir o placar e chuta em cima do goleiro. As investidas do time celeste abriam espaço para o contra-ataque adversário e pelo lado esquerdo foram os maiores perigos. Compreensivel visto que deste lado jogava um lateral improvisado e um zagueiro com dores no tornozelo, jogando no sacrifício (Thiago Heleno).

Alguns sustos foram grandes, mas quando o Cruzeiro resolve ser dono da partida, não há time que segure. O Grêmio se defendia como podia mas os jogadores cruzeirenses a cada ataque vinham de uma forma diferente, com uma jogada diferente, dando um nó no setor defensivo dito mais sólido do país. Numa jogada dessas, Kléber faz as vezes de ponta-direita e cruza perfeitamente para a área. WPaulista se adianta ao zagueiro e cabeceia no contra-pé do goleiro, abrindo o placar. Cruzeiro dono do jogo e com 1 gol no placar.

O primeiro tempo continuou com a mesma configuração, porém as jogadas eram mais tímidas de ambos times.

No segundo tempo, a marcação cruzeirense do lado esquerdo foi acertada e o Grêmio teve que tentar jogo pelo meio entre Fabinho e Elicarlos ou pela direita onde Jonathan segurava tudo. Resumindo, no segundo tempo só deu Cruzeiro. E logo no início da etapa final, Wagner pegou a bola pela direita, levou para o meio e chutou, marcando seu merecido gol. Cruzeiro 2 a 0. Pouco depois, Marquinhos Paraná numa jogada de craque,  levanta a bola milimetricamente na cabeça de Fabinho que só tem o trabalho de deslocar o goleiro. 3 a 0, muita confiança da torcida e ótimo volume de jogo da equipe.

No meio do segundo tempo, no auge da supremacia celeste o juiz se contunde. Pois é. O fraco (tecnicamente) juiz parou o jogo para ser atendido, tentou voltar a campo, mas teve que ser substituído pelo mais fraco ainda quarto árbitro. Esfria a partida, 3 a 0 no placar, vitória garantida pelo Cruzeiro… O tempo que o juiz ficou sendo atendido foi suficiente para o Grêmio, que até então estava totalmente perido em campo, torcendo para o jogo acabar, poder se reencontrar. Além disso, o árbitro que entrou em campo totalmente fora do ritmo do jogo, apitando faltas inexistentes e deixando o jogo correr quando aconteciam faltas claras, marcou uma falta para o Grêmio que resultou no gol gaúcho.

Fim de jogo e vitória celeste. A vantagem agora é do Cruzeiro.

Antes de terminar, só uma declaração sobre o que aconteceu entre o argentino Maxi López, do Grêmio e o Elicarlos.

O Cruzeiro reservou todas as garantias ao tricolor gaúcho para jogar o melhor futebol possível nesta semifinal de Libertadores. Toda a imprensa ressaltava o clima de total tranquilidade que a equipe do Grêmio pôde usufruir em BH antes da partida. Tratamento muito respeitoso e honrado. Mas nem todo time é assim e durante a partida o atacante argentino insultou de forma racista o Elicarlos o chamando de macaco. Foi denunciado e levado a depor na delegacia.

Na chegada a Porto Alegre, de forma patética, a torcida do Grêmio gritou o nome de Maxi López em total apoio ao ato de descriminação racial. Um argentino, vem ao Brasil, chama um brasileiro de macaco e um bando de brasileiros vai ao encontro deste argentino gritar seu nome para apoiá-lo. As vezes eu me envergonho de ser brasileiro.

Agora o jogador gremista está dando entrevistas carregando fortemente o espanhol, falando bem menos português que de costume e dizendo que não conhece o significado da palavra “macaco”. Se as vezes me envergonho de ser brasileiro, tenho muito orgulho de não ser argentino. Sem mais comentários.

xD

-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

F1 2009 – GP da Inglaterra

1º Sebastian Vettel

2º Mark Webber              3º Rubens Barrichello

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E não é que na casa do inglês da Brawn, o alemão da Red Bull não deu chances à ninguém!

A corrida foi toda da Red Bull. Largando na Pole mas com o carro mais pesado, até foi possível imaginar que o segundo colocado no grid Rubens Barrichello poderia ir pra cima e, sem ser incomodado pelo líder do campeonato (que largou em 6º), tentar uma vitória. Mas Sebastian Vettel mostrou que é muito mais que uma sensação e voou baixo na pista de Silverstone colocando 1 segundo por volta no, mais leve, Barrichello. Em terceiro, permaneceu o companheiro de equipe de Vettel, Mark Webber, visivelmente limitado pelo rendimento do brasileiro à sua frente.

Os carros da Brawn não estavam num acerto bom. Tanto que o dono de cinco vítóras das seis corridas disputadas até então e líder disparado do campeonato, Jenson Button sequer ameaçou chegar ao pódio. Rubens Barrichello manteve sua regularidade e, num momento em que isso é bom, conseguiu segurar a habitual segunda posição até as paradas nos boxes.

Após a  primeira sessão de pit stops, Mark Webber assumiu a segunda posição, deixando o brasileiro da Brawn em terceiro. E essas três posições foram mantidas até o fim da prova. O que não significa que a corrida foi monótona.

O quarto colocado foi Nico Rosberg que foi muito ameaçado por Felipe Massa no fim da corrida que chegou pouco a frente do sexto colocado, Button. A disputa por essas posições foi interessante nas voltas finais.

O espantoso domínio da Red Bull nesta prova, segundo o projetista chefe Adrian Newey, foi um casamento perfeito entre a aerodinâmica do carro e as curvas de alta do circuito da Inglaterra.

Novamente surge uma esperança de uma equipe poder combater o domínio da Brawn. Não que eu esteja torcendo contra a equipe do Ross, mas eu torço contra a monotonia que está voltando nas corridas fórmula 1.

xD

Foto: AFP / Agência

Brasileirão 2009 – 7ª Rodada

7ª Rodada: Cruzeiro 2 X 4 Barueri

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Cai a invencibilidade no Mineirão.

Com o time bem modificado (assim como na 6ª rodada o Adílson quis poupar o time para a disputa da Libertadores), o Cruzeiro não conseguiu se encontrar em campo, sofreu com a falta de entrosamento e foi goleado em casa pelo recém- ascendido Barueri.

A escalação teve reservas como Wanderlei, os estreantes Fabinho e Vinicius, Jancarlos, Jonathan improvisado no meio campo e o Anderson. É… O Anderson.

O mesmo Anderson que reclamou do rodízio promovido pelo técnico Cruzeirense no começo do ano, o mesmo Anderson que jogou mal em todas as partidas que entrou, o mesmo Anderson que reclamou por que não joga partidas da Libertadores. Esse cara entra em campo com toda má vontade do mundo, entrega dois gols, é vaiado pela torcida e depois fica reclamando que não é relacionado para os jogos importantes. Se treinasse mais, prestasse mais atenção no jogo quando entra em campo, parasse de reclamar e adotasse uma postura mineiro come-quieto, talvez a história seria bem diferente. Desde o começo do ano eu estou de olho nesse jogador, tentando ver se suas reclamações fazem sentido e nesse jogo contra o Barueri ele mostrou pra todo mundo o que eu já sabia faz tempo, fala demais e joga de menos. Sem mais comentários sobre este jogador.

Infelizmente, não vou poder comentar os lances da partida pois eu não acompanhei o jogo, portanto vou me limitar a estes comentários sobre o time, seus problemas, soluções e atual situação.

O resultado do jogo mostrou que o time azul celeste não tem reservas à altura dos titulares. Isso acontece devido ao departamento médico lotado e às baixas no time. Thiago Ribeiro, Gustavo, Fernandinho, Ramires, Soares, Athirson, fora os que estão lesionados mas voltam em poucos dias, como Fabrício e Elicarlos. É quase meio time titular sem condições de jogo e alguns reservas. O jeito é improvisar, colocar gente desconhecida ou recém-contratada ou alguns falastrões que não vou citar nome de novo.

Uma coisa eu não entendo. O Fortunato joga bem só ao lado do Leonardo Silva ou o Leonardo Silva é tão bom que quando ele entra em campo a gente nem consegue notar os erros do Fortunato? Acredito na primeira hipótese. Mas que é um caso a se pensar, isso é.

Só mais um detalhe: WPaulista e Wanderlei no ataque sem apoio de meio-de-campo, não há Barueri que tome gol.

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-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Libertadores ’09 – Quartas-de-final

Segundo jogo das quartas-de-final: São Paulo 0 x 2 Cruzeiro

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Esse é o time que eu torço!!

Exibição de gala fora de casa contra o time que toda a imprensa apontava como favorito.

O Muricy Ramalho tentou repetir a fórmula que tinha dado certo no Brasileirão e novamente escalou as peças-chave daquela ocasião. Marlos, Junior Cesar e Borges. Mas dessa vez é Libertadores, e na Libertadores as coisas são muito diferentes.

O time do Cruzeiro jogou bem postado, marcando bem e limitando as investidas tricolores que não eram poucas. O empate sem gols dava a classificação para o time mineiro que jogou bem na marcação e foram poucos os momentos de real perigo oferecidos pelo time paulista.

No começo da partida, os jogadores celestes estavam mais nervosos do que a torcida. Davam chutão pra frente, a bola sempre caía nos pés de algum jogador sãopaulino que levantava a bola pra área e os cruzeirenses davam mais chutão pra frente. Mas o tempo foi passando, a zaga foi ficando mais tranquila, o meio de campo começou a funcionar e alguns lances do ataque celeste chegaram a ser perigosos, fazendo o time entrar no jogo, jogar melhor, ter outros lances perigosos de ataque e assim foi o primeiro tempo, São Paulo vindo pra cima, Cruzeiro marcando bem e jogando nos contra-ataques.

Como de costume, os sãopaulinos paravam as jogadas celestes com faltas. Mas dessa vez o juiz estava atento e no fim no primeiro tempo, Eduardo Costa fez duas faltas de cartão amarelo, os recebeu e foi expulso. O Cruzeiro que jogava melhor, mas jogava praticamente só na marcação, pôde ir para o intervalo com a sensação de dever cumprido. O zero a zero classificava a equipe e o adversário jogava com um a menos.

No segundo tempo, o São Paulo voltou com Dagoberto no lugar de Washinton e Hernanes no lugar de Junior Cesar. Não fez muita diferença. Se no primeiro tempo, o Cruzeiro marcou bem todas as jogadas paulistas que sempre vinham do alto, continuou marcando muito bem as jogadas com bola no chão do ataque Borges-Dagoberto.

Com um jogador a mais, o time azul celeste foi pra cima e jogou com muito ímpeto e vontade de vencer. Com o time que o Cruzeiro tem, com um jogador a mais e com ímpeto de vencedor, não há time do país que segure. Jogando com muita responsabilidade e entrega a equipe chegou ao primeiro gol num chutasso do Henrique que fez o jogo virar completamente para o lado azul. Sem Fabrício desde o começo do jogo (Elicarlos assumiu a vaga) o Adílson pôde tirar alguns titulares. Entrou Jancarlos no lugar de Wágner, Thiago Heleno no lugar de Jonathan e Bernardo no lugar de Elicarlos.

Só dava Cruzeiro! Num lance de chute de fora da área o zagueiro sãopaulino André Dias no desespero cortou a trajetória da bola com a mão. Expulsão e penalti. Kléber tranquilamente marcou o gol e eliminou de vez o São Paulo. Depois disso, o time mineiro ficou jogando só no ataque sem sofrer perigo nenhum dos tricolores.

É o Cruzeiro jogando bem fora de casa e se classificando!

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-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Brasileirão 2009 – 6ª Rodada

6ª Rodada: Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro

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Esse não é o time que eu torço.

Essa foi a sensação de muitos cruzeirenses ao ver a escalação do time reserva do Cruzeiro. Como diria meu irmão: Ei-la.

Fábio; Jancarlos, Gustavo, Fortunato e  Sorin; Henrique, Elicarlos, MParaná e Bernardo; WPaulista e Wanderlei

Esse ataque é fera, hein!? Pois é, não poderia se esperar muito do time, mas eles conseguiram surpreender e renderam menos que o esperado. Isso por que os jogadores entraram numa má vontade, parecia que estavam afim de perder logo e voltar pra casa. Por isso a sensação de “esse não é o time que eu torço”.

O jogo foi uma pelada só. O time do Palmeiras jogando completo mostrou que não vem numa grande fase, mas apesar disso pressionaram aquele time que estava vestindo a camisa do Cruzeiro. Esse tal time de azul (que não é o Cruzeiro) só conseguia chegar ao gol adversário em raros momentos que o Bernardo chamava a responsabilidade pra si, mas não oferecia grande perigo.

O placar foi aberto justamente por Bernardo numa cobrança de falta. A bola desviou na barreira e deixou o Marcos sem ter o que fazer. Mas mesmo com o gol, o jogo foi só do Palmeiras, que não apresentou um bom futebol, mas foi suficiente para a vitória.

O primeiro gol alvi-verde (não) foi marcado por Marcão. A bola bateu no travessão, em cima da linha e voltou nos pés do Keirrison que bizarramente errou a bola. Mas o juiz já tinha marcado gol do Marcão, mesmo sem a bola ter ultrapassado a linha de gol. No lance do segundo gol, o Keirrison se redimiu e marcou um golaço. O terceiro gol foi um lance esquisito demais, a zaga cruzeirense parou por que o Keirrison estava impedido, o atacante parou junto com a zaga e a bola sobrou pra Wendel que avançou tranquilamente e tocou pro Keirrison marcar mais um.

Sem muito o que comentar sobre o jogo pois o Cruzeiro entrou em campo com um estilo muito diferente da tradição azul celeste.

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-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Brasileirão 2009 – 5ª Rodada

5ª Rodada: Cruzeiro 1 x 1 Internacional

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Time que tenta ganhar jogo de futebol sem jogar futebol, não merece respeito.

Líder do campeonato joga como time pequeno e anti-desportivo.

A sensação que fica depois de um jogo como esse que acompanhamos na quinta rodada do Brasileirão ’09 é que um time que pratica a falta de esportividade, como o Internacional de Porto Alegre, deve ser expulso de qualquer campeonato, sobretudo um campeonato de alto nível, tal qual o Brasileirão.

A equipe sensação do momento, o grupo mais capacitado do país, o time a ser batido… Estes eram os adjetivos que acompanhavam o Internacional na chegada à BH. Mas esse tal time, não entrou em campo. O Inter que jogou foi um time pequeno, acovardado, jogando na retranca, com medo, e tentando retirar peças-chave do time celeste na base da agressão. Vamos aos fatos.

Todos sabem que o grupo cruzeirense está com um limitado plantel de jogadores da lateral esquerda, simplesmente nenhum atleta disponível para o setor. Athirson, Sorin e Fernandinho estão machucados. Sobra para o meia Gerson Magrão que, apesar de jogar bem melhor de lateral do que de meia, está sendo improvisado. Sabendo disso, o atleta de número 2 da equipe gaúcha, Bolivar, deu um carrinho no lateral/meia cruzeirense e aproveitou para levantar a perna atingindo o jogador celeste de forma muito violenta. O péssimo juiz, deu apenas um cartão amarelo no jogador colorado. A partir disso, Bolivar continuou fazendo falta atrás de falta sem receber o merecido segundo cartão amarelo. Sorte cruzeirense que nada de mal aconteceu com Gérson Magrão, só mesmo a marca das travas da chuteira na perna.

Na cobrança desta falta, começou o empurra-empurra na área, característico do futebol brasileiro. Um empurrão destes foi sofrido por Kléber que já está cansado de apanhar de graça, e revidou o empurrão. A diferença é que o zagueiro que havia empurrado o atacante cruzeirense fez toda uma cena ao ser empurrado, caindo pra cima do goleiro Lauro. O goleiro, por sua vez, aproveitou a chance que tinha para desestabilizar o Gladiador, que já estava de cabeça quente, e foi pra cima. Resultado, Lauro tomou um pisão no pé e revidou com um chute na canela do atacante azul-celeste.

O Inter então, havia conseguido o que queria. O juiz expulsou Kléber e Lauro. Prejuízo apenas para o Cruzeiro, já que o Internacional ganhava o jogo por 1 a 0 e foi fácil para o técnico Tite, trocar um atacante pelo goleiro reserva. Vantagem para a equipe gaúcha. Vencendo o jogo contra um time que estava sem um de seus principais jogadores.

Só mais um comentário sobre o Kléber. Ele vem sendo perseguido em campo e não há monge budista que tenha paciência para isto. Depois de apanhar muito e de já estar (como todo time e torcida cruzeirense) injuriado com o juiz, ele revidou um empurrão sofrido e tomou um chute, sendo expulso por isso. Ao sair de campo, o atacante disse que não está conseguindo mais jogar no futebol brasileiro pelos motivos citados a cima.

Os times que estão disputando o campeonato estão conseguindo enfraquecer o favorito Cruzeiro com jogadas totalmente fora do que chamamos de futebolísticas. A equipe celeste joga futebol com a bola no chão, toque de bola rápido, de qualidade e objetividade. Como prêmio, os outros times, que não tem competência para jogar um futebol tão bonito quanto o cruzeirense, apela para jogadas proibidas no futebol que os árbitros fazem vista grossa. Aí é fácil ganhar campeonato em cima do Cruzeiro.

Isso desanima Kléber, torcida, Adílson e o todo o grupo. Ou seja, a Máquina Azul vai sendo minada por todos os outros times de pouquinho em pouquinho. E lá pro fim do campeonato, a equipe que joga o melhor futebol não se torna campeã… e o futebol brasileiro vai ficando cada vez pior de se assistir.

Vamos ao jogo.

O Jogo

Começo animado. Numa cobrança perfeita de escanteio feita pelo Andrezinho, Magrão (o do Inter), subiu (também perfeitamente) no terceiro andar e cabeceou onde o Fábio não conseguiria pegar. 1 a 0 para o Inter com 4 minutos de jogo.

Logo após, numa boa jogada da equipe celeste, Kléber recebe a bola na entrada da área, sofre falta, mas mesmo caído faz um passe na medida para Gérson Magrão que fuzila o gol adversário e marca. Aí o juizão começa a mostrar toda competência. Anula o gol e marca a falta a favor do Cruzeiro.

Depois da merecida “homenagem” que a torcida azul e branca fez ao árbitro, Jancarlos cobra a falta que acerta na trave. Uma injustiça que a gente teve que suportar.

Juiz perdido em campo e Internacional agredindo em vez de jogar futebol. Tava muito difícil pra equipe mineira jogar futebol naquele ambiente totalmente desfavorável.

Após a expulsão de Kléber, o Adílson Batista foi tão ousado que a torcida ficou apreensiva. Acostumado a colocar 4 volantes em campo, o técnico cruzeirense tirou o Henrique da partida e colocou o armador Bernardo para jogar ao lado de Wagner. Só dava Cruzeiro! Mas os jogadores cismaram em fazer jogadas aéreas que não funcionavam, aproveitando pouco o fato de ter dois armadores no time.

Na volta para o segundo tempo, o Adílson comprovou que estava com espírito ousado aquela noite e trocou o lateral Jancarlos pelo atacante Zé Carlos. Então, Marquinhos Paraná foi para a lateral direita e ficou só o Fabrício de volante. Pra quem jogava com 4 volantes, jogar com 1 chega a parecer loucura. Mas estava certo. O jogo pedia isso e o WPaulista não estava rendendo sozinho na frente. Rapidamente o Cruzeiro empatou o jogo e partiu pra cima tentando marcar o segundo. Mas pecou muito ao continuar insistindo nas jogadas aéreas. O volume de jogo era todo da equipe celeste, deixando a equipe gaúcha com apenas 3 finalizações ao final do jogo.

O último absurdo do jogo foi após o apito final. Os comentaristas da TV simplesmente disseram que o time das 3 finalizações foi melhor em campo. O Inter tem que dar pros comentaristas metade da grana que era pro juiz. Sem comentários.

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-> Foto: Divulgação/VIPCOMM