Archive for the 'Brasileirão 2009' Category

Brasileirão 2009 – 10ª Rodada

10ª Rodada: Cruzeiro 0 x 3 Atlético-MG

Jogo de meio de semana, sem importância para quem está na final da Libertadores, mas muito importante para quem está disputando a liderança do Brasileirão e está a mais de uma dezena de jogos sem sequer fazer sombra à superioridade do maior rival.

E assim foi o jogo. O Atlético-MG jogando por sua honra e o Cruzeiro cumprindo tabela de olho no jogo de domingo. O Atlético-MG com time titular e o Cruzeiro com time B jogando com atletas que nem reserva são.

O resultado final do jogo não foi surpresa para ninguém e os cruzeirenses nunca sentiram tanta indiferença por um clássico como por este, inclusive eu que, por isso, não tenho absolutamente mais nada a escrever sobre o jogo.

xD

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Brasileirão 2009 – 9ª Rodada

9ª Rodada: Goiás 1 x 0 Cruzeiro

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Sinceramente, eu não sei praticamente nada sobre este jogo.

Não assisti, não li resenhas, não vi melhores momentos.

Só posso dizer que o Cruzeiro entrou com o time junior de novo e que o Andrey fechou o gol. O artilheiro da equipe adversária fez um gol em jogada de bola parada e ficou por isso mesmo.

Mas mesmo assim… Valeu garotada!

xD

-> Foto: Alex Malheiros

Brasileirão 2009 – 8ª Rodada

8ª Rodada: Cruzeiro 1 x 0 Avaí

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Dessa vez nem foi time reserva. O time junior do Cruzeiro garantiu mais 3 pontos no campeonato.

Não tenho muito a dizer sobre esse jogo. Quem assistiu (se conseguiu não dormir) sabe do que estou falando. O jogo foi bem chato, os dois times extremamente burocráticos e sem volume de jogo. O Avaí por incompetência de seus jogadores e o Cruzeiro por entrar em campo com um time de atletas que nunca disputaram uma partida oficial na categoria profissional e nem jamais haviam jogado juntos.

Com apenas um titular em campo (Henrique é titular?) o time celeste fez o dever de casa, conseguiu 3 pontos, colocou uns meninos cruzeirenses para se divertir e pegarem experiência e ainda deu ritmo a alguns reservas, como Zé Carlos, Wanderlei e Jancarlos.

Uma ótima atuação do garoto Dudu (foto), de apenas 17 anos. Melhor jogador em campo, entrou com a camisa 10, saiu muito emocionado por ter se apresentado bem e demonstrou muita humildade nas entrevistas.

O gol do Cruzeiro saiu numa jogada do próprio Dudu, que só foi parado com falta quando puxado. Falta dentro da área é penalti. Zé Carlos converteu, decreteu a vitória celeste e o jogo ficou por isso mesmo, uma monotonia só.

Valeu garotada azul celeste pelos 3 pontos. Valeu pela experiência adquirida.

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-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Brasileirão 2009 – 7ª Rodada

7ª Rodada: Cruzeiro 2 X 4 Barueri

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Cai a invencibilidade no Mineirão.

Com o time bem modificado (assim como na 6ª rodada o Adílson quis poupar o time para a disputa da Libertadores), o Cruzeiro não conseguiu se encontrar em campo, sofreu com a falta de entrosamento e foi goleado em casa pelo recém- ascendido Barueri.

A escalação teve reservas como Wanderlei, os estreantes Fabinho e Vinicius, Jancarlos, Jonathan improvisado no meio campo e o Anderson. É… O Anderson.

O mesmo Anderson que reclamou do rodízio promovido pelo técnico Cruzeirense no começo do ano, o mesmo Anderson que jogou mal em todas as partidas que entrou, o mesmo Anderson que reclamou por que não joga partidas da Libertadores. Esse cara entra em campo com toda má vontade do mundo, entrega dois gols, é vaiado pela torcida e depois fica reclamando que não é relacionado para os jogos importantes. Se treinasse mais, prestasse mais atenção no jogo quando entra em campo, parasse de reclamar e adotasse uma postura mineiro come-quieto, talvez a história seria bem diferente. Desde o começo do ano eu estou de olho nesse jogador, tentando ver se suas reclamações fazem sentido e nesse jogo contra o Barueri ele mostrou pra todo mundo o que eu já sabia faz tempo, fala demais e joga de menos. Sem mais comentários sobre este jogador.

Infelizmente, não vou poder comentar os lances da partida pois eu não acompanhei o jogo, portanto vou me limitar a estes comentários sobre o time, seus problemas, soluções e atual situação.

O resultado do jogo mostrou que o time azul celeste não tem reservas à altura dos titulares. Isso acontece devido ao departamento médico lotado e às baixas no time. Thiago Ribeiro, Gustavo, Fernandinho, Ramires, Soares, Athirson, fora os que estão lesionados mas voltam em poucos dias, como Fabrício e Elicarlos. É quase meio time titular sem condições de jogo e alguns reservas. O jeito é improvisar, colocar gente desconhecida ou recém-contratada ou alguns falastrões que não vou citar nome de novo.

Uma coisa eu não entendo. O Fortunato joga bem só ao lado do Leonardo Silva ou o Leonardo Silva é tão bom que quando ele entra em campo a gente nem consegue notar os erros do Fortunato? Acredito na primeira hipótese. Mas que é um caso a se pensar, isso é.

Só mais um detalhe: WPaulista e Wanderlei no ataque sem apoio de meio-de-campo, não há Barueri que tome gol.

xD

-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Brasileirão 2009 – 6ª Rodada

6ª Rodada: Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro

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Esse não é o time que eu torço.

Essa foi a sensação de muitos cruzeirenses ao ver a escalação do time reserva do Cruzeiro. Como diria meu irmão: Ei-la.

Fábio; Jancarlos, Gustavo, Fortunato e  Sorin; Henrique, Elicarlos, MParaná e Bernardo; WPaulista e Wanderlei

Esse ataque é fera, hein!? Pois é, não poderia se esperar muito do time, mas eles conseguiram surpreender e renderam menos que o esperado. Isso por que os jogadores entraram numa má vontade, parecia que estavam afim de perder logo e voltar pra casa. Por isso a sensação de “esse não é o time que eu torço”.

O jogo foi uma pelada só. O time do Palmeiras jogando completo mostrou que não vem numa grande fase, mas apesar disso pressionaram aquele time que estava vestindo a camisa do Cruzeiro. Esse tal time de azul (que não é o Cruzeiro) só conseguia chegar ao gol adversário em raros momentos que o Bernardo chamava a responsabilidade pra si, mas não oferecia grande perigo.

O placar foi aberto justamente por Bernardo numa cobrança de falta. A bola desviou na barreira e deixou o Marcos sem ter o que fazer. Mas mesmo com o gol, o jogo foi só do Palmeiras, que não apresentou um bom futebol, mas foi suficiente para a vitória.

O primeiro gol alvi-verde (não) foi marcado por Marcão. A bola bateu no travessão, em cima da linha e voltou nos pés do Keirrison que bizarramente errou a bola. Mas o juiz já tinha marcado gol do Marcão, mesmo sem a bola ter ultrapassado a linha de gol. No lance do segundo gol, o Keirrison se redimiu e marcou um golaço. O terceiro gol foi um lance esquisito demais, a zaga cruzeirense parou por que o Keirrison estava impedido, o atacante parou junto com a zaga e a bola sobrou pra Wendel que avançou tranquilamente e tocou pro Keirrison marcar mais um.

Sem muito o que comentar sobre o jogo pois o Cruzeiro entrou em campo com um estilo muito diferente da tradição azul celeste.

xD

-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Brasileirão 2009 – 5ª Rodada

5ª Rodada: Cruzeiro 1 x 1 Internacional

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Time que tenta ganhar jogo de futebol sem jogar futebol, não merece respeito.

Líder do campeonato joga como time pequeno e anti-desportivo.

A sensação que fica depois de um jogo como esse que acompanhamos na quinta rodada do Brasileirão ’09 é que um time que pratica a falta de esportividade, como o Internacional de Porto Alegre, deve ser expulso de qualquer campeonato, sobretudo um campeonato de alto nível, tal qual o Brasileirão.

A equipe sensação do momento, o grupo mais capacitado do país, o time a ser batido… Estes eram os adjetivos que acompanhavam o Internacional na chegada à BH. Mas esse tal time, não entrou em campo. O Inter que jogou foi um time pequeno, acovardado, jogando na retranca, com medo, e tentando retirar peças-chave do time celeste na base da agressão. Vamos aos fatos.

Todos sabem que o grupo cruzeirense está com um limitado plantel de jogadores da lateral esquerda, simplesmente nenhum atleta disponível para o setor. Athirson, Sorin e Fernandinho estão machucados. Sobra para o meia Gerson Magrão que, apesar de jogar bem melhor de lateral do que de meia, está sendo improvisado. Sabendo disso, o atleta de número 2 da equipe gaúcha, Bolivar, deu um carrinho no lateral/meia cruzeirense e aproveitou para levantar a perna atingindo o jogador celeste de forma muito violenta. O péssimo juiz, deu apenas um cartão amarelo no jogador colorado. A partir disso, Bolivar continuou fazendo falta atrás de falta sem receber o merecido segundo cartão amarelo. Sorte cruzeirense que nada de mal aconteceu com Gérson Magrão, só mesmo a marca das travas da chuteira na perna.

Na cobrança desta falta, começou o empurra-empurra na área, característico do futebol brasileiro. Um empurrão destes foi sofrido por Kléber que já está cansado de apanhar de graça, e revidou o empurrão. A diferença é que o zagueiro que havia empurrado o atacante cruzeirense fez toda uma cena ao ser empurrado, caindo pra cima do goleiro Lauro. O goleiro, por sua vez, aproveitou a chance que tinha para desestabilizar o Gladiador, que já estava de cabeça quente, e foi pra cima. Resultado, Lauro tomou um pisão no pé e revidou com um chute na canela do atacante azul-celeste.

O Inter então, havia conseguido o que queria. O juiz expulsou Kléber e Lauro. Prejuízo apenas para o Cruzeiro, já que o Internacional ganhava o jogo por 1 a 0 e foi fácil para o técnico Tite, trocar um atacante pelo goleiro reserva. Vantagem para a equipe gaúcha. Vencendo o jogo contra um time que estava sem um de seus principais jogadores.

Só mais um comentário sobre o Kléber. Ele vem sendo perseguido em campo e não há monge budista que tenha paciência para isto. Depois de apanhar muito e de já estar (como todo time e torcida cruzeirense) injuriado com o juiz, ele revidou um empurrão sofrido e tomou um chute, sendo expulso por isso. Ao sair de campo, o atacante disse que não está conseguindo mais jogar no futebol brasileiro pelos motivos citados a cima.

Os times que estão disputando o campeonato estão conseguindo enfraquecer o favorito Cruzeiro com jogadas totalmente fora do que chamamos de futebolísticas. A equipe celeste joga futebol com a bola no chão, toque de bola rápido, de qualidade e objetividade. Como prêmio, os outros times, que não tem competência para jogar um futebol tão bonito quanto o cruzeirense, apela para jogadas proibidas no futebol que os árbitros fazem vista grossa. Aí é fácil ganhar campeonato em cima do Cruzeiro.

Isso desanima Kléber, torcida, Adílson e o todo o grupo. Ou seja, a Máquina Azul vai sendo minada por todos os outros times de pouquinho em pouquinho. E lá pro fim do campeonato, a equipe que joga o melhor futebol não se torna campeã… e o futebol brasileiro vai ficando cada vez pior de se assistir.

Vamos ao jogo.

O Jogo

Começo animado. Numa cobrança perfeita de escanteio feita pelo Andrezinho, Magrão (o do Inter), subiu (também perfeitamente) no terceiro andar e cabeceou onde o Fábio não conseguiria pegar. 1 a 0 para o Inter com 4 minutos de jogo.

Logo após, numa boa jogada da equipe celeste, Kléber recebe a bola na entrada da área, sofre falta, mas mesmo caído faz um passe na medida para Gérson Magrão que fuzila o gol adversário e marca. Aí o juizão começa a mostrar toda competência. Anula o gol e marca a falta a favor do Cruzeiro.

Depois da merecida “homenagem” que a torcida azul e branca fez ao árbitro, Jancarlos cobra a falta que acerta na trave. Uma injustiça que a gente teve que suportar.

Juiz perdido em campo e Internacional agredindo em vez de jogar futebol. Tava muito difícil pra equipe mineira jogar futebol naquele ambiente totalmente desfavorável.

Após a expulsão de Kléber, o Adílson Batista foi tão ousado que a torcida ficou apreensiva. Acostumado a colocar 4 volantes em campo, o técnico cruzeirense tirou o Henrique da partida e colocou o armador Bernardo para jogar ao lado de Wagner. Só dava Cruzeiro! Mas os jogadores cismaram em fazer jogadas aéreas que não funcionavam, aproveitando pouco o fato de ter dois armadores no time.

Na volta para o segundo tempo, o Adílson comprovou que estava com espírito ousado aquela noite e trocou o lateral Jancarlos pelo atacante Zé Carlos. Então, Marquinhos Paraná foi para a lateral direita e ficou só o Fabrício de volante. Pra quem jogava com 4 volantes, jogar com 1 chega a parecer loucura. Mas estava certo. O jogo pedia isso e o WPaulista não estava rendendo sozinho na frente. Rapidamente o Cruzeiro empatou o jogo e partiu pra cima tentando marcar o segundo. Mas pecou muito ao continuar insistindo nas jogadas aéreas. O volume de jogo era todo da equipe celeste, deixando a equipe gaúcha com apenas 3 finalizações ao final do jogo.

O último absurdo do jogo foi após o apito final. Os comentaristas da TV simplesmente disseram que o time das 3 finalizações foi melhor em campo. O Inter tem que dar pros comentaristas metade da grana que era pro juiz. Sem comentários.

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-> Foto: Divulgação/VIPCOMM

Brasileirão 2009 – 4ª Rodada

4ª Rodada: São Paulo 3 x 0 Cruzeiro

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Muricy Ramalho x Adílson Batista.

Comentar derrota é sempre chato. Fica aquele clima de tentar achar explicação e colocar a culpa em alguém. Depois da ressaca de 2 dias, venho comentar a derrota do time celeste para o tricolor paulista em São Paulo pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

Infelizmente não consegui assistir o jogo. Tentei de muitas formas, mas a natureza conspirou para que eu não acompanhasse, talvez para me poupar do que viria pela frente. E como não pude ver a partida, vou fazer uma análise tática sobre o que consegui extrair pelos melhores momentos, focando principalmente na estratégia dos treinadores.

O Cruzeiro entrou em campo praticamente com o mesmo time que havia vencido o São Paulo pela Libertadores. Apenas a modifcação no ataque, saindo Thiago Ribeiro, contundido, e entrando WPaulista. Novamente o esquema com 4 voltantes que coloca Fabrício e Henrique jogando juntos no mesmo time. Isso não tem como funcionar. O Henrique é muito imaturo na marcação e o Fabrício cismou que é o Alex10 e ninguém consegue tirar isso da cabeça dele. O primeiro gol do Náutico, no jogo em Recife, começou numa dominada de bola que o Fabrício tentou fazer de tornozelo, jogando a bola nos pés do jogador do Timbu. No jogo contra os sãopaulinos pela Libertadores, duas chances boas de gol foram, literalmente, chutadas para fora pelo volante. Aí fica difícil. Fica díficil também porque as jogadas não chegam ao ataque, não há um armador. E nessa, o Kléber tem que ficar voltando, pra receber a bola de costas, protegendo, segurando a bola, o que faz acabar com toda a velocidade do ataque (uma vez que o atacante não está lá perto da área pra receber o passe, que deveria ser feito por um armador) e o WPaulista não fica nem sabendo se existe uma bola em campo. Mas talvez o Adílson tenha pensado que, se este esquema deu a vitória para o time azul em BH, garantiria pelo menos um empate na capital paulista. O problema é que o técnico tricolor mudou algumas peças no seu time.

O Muricy Ramalho trocou três jogadores do time e mudou a forma de jogar do São Paulo. Saíram Hernanes, Dagoberto e Jorge Wagner e entraram Marlos, Borges e Jr Cesar. Resultado, era o mesmo Cruzeiro jogando contra outro São Paulo bem diferente. Essas modificações foram fundamentais para a vitória paulista. Tudo que o Adílson tinha estudado e analisado caiu por terra. Pensando nos lances do(s) gol(s) isso fica bem claro.

Não vou nem comentar o primeiro gol que foi um absurdo e totalmente fora dos padrões do que se chama de futebol profissional. O terceiro gol foi naquele momento que já está tudo terminado, ninguém quer mais nada e o gol é só um detalhe. Então vamos pensar no segundo gol, que foi o único “gol de verdade” do jogo. O Marlos, que estava muito inspirado, vai com a bola onde seria para o Jorge Wagner ir. No São Paulo tradicional, o Jorge Wagner ia levantar essa bola pro segundo poste e o Washinton ia tentar cabecear. Essa jogada a defesa do Cruzeiro estava marcando. Mas não era o São Paulo tradicional, então o Marlos tocou pro Zé Luis, já dentro da área, bem na linha de fundo que encontrou o, também reserva, Borges se antecipando à zaga celeste, que provavelmente estava esperando o cruzamento. Gol.

Justiça foi e seja sempre feita!

O Muricy foi muito inteligente e acabou com o esquema do Adílson. O São Paulo mereceu a vitória, o Cruzeiro fez por merecer a derrota e o resultado final do jogo não poderia ser outro.

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-> Foto: Divulgação/VIPCOMM