Libertadores ’09 – Final

Segundo jogo da final: Cruzeiro 1 x 2 Estudiantes

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Mais um jogo tenso e nervoso.

Como não poderia deixar de ser, foi um jogo para entrar para a história do Cruzeiro Esporte Clube. Infelizmente pela tristeza de ser segundo colocado.

Certamente a posição mais dolorosa que exista em um campeonato disputado em formato mata-mata, mas sem dúvida é a posição que ensina as mais valorosas lições. Nem mesmo o primeiro traz tantos ensinamentos. O problema é que são lições dadas à ferro quente, com sabor amargo. Mas só sente esse sabor quem é guerreiro e vai à luta.

Cruzeirense não é acostumado a perder, tamanha a competência do time. Para se ter uma idéia, dos últimos 7 títulos disputados pela equipe profissional no Cruzeiro, em 6 o time esteve entre os três primeiros, que são as posições de honra no mundo esportivo, premiadas em vários esportes e nas Olimpíadas com o pódio.

Mas quem foi campeão e merece o aplauso foi o time do Estudiantes. Time que já havia sentido o gosto amargo da segunda posição na Copa Sulamericana do ano passado e veio a Belo Horizonte dispoto a não sentir novamente este sabor. Time amadurecido pela derrota do passado, que veio sem pressão, contando com o apoio de toda nação argentina e jogando num ambiente onde a responsabilidade era toda do adversário.

Já o Cruzeiro entrou em campo com a (“simples”) obrigação de ser campeão das Américas e disputar o título do mundo contra o Barcelona.

A vitória (desta partida em particular) foi ao time que mereceu. Os argentinos jogaram inteligentemente. Sem sentir obrigação de vencer, marcaram muito bem e encaixavam contra-ataques. A equipe brasileira não conseguia invadir o campo adversário que era muito bem guardado. Sem mobilidade devido ao nervosismo, o time celeste parava na marcação dos argentinos.

No segundo tempo, no primeiro e único espaço dado pela marcação, Henrique chutou de fora da área, a bola desviou no zagueiro e entrou no canto direito. Tudo que o Cruzeiro precisava, mas foi o veneno que culminou em derrota. Após o gol, a torcida se inflamou, o time empolgou, partiu pra cima, procurando o segundo gol, procurando acabar logo com o jogo… e abrindo espaços para os contra-ataques. No primeiro deles, veio o empate e o jogo voltou a ser dramático.

O time voltou, então, à marcação e as bolas que chegavam a uma distância pouco segura do gol cruzeirense, era chutada sem cerimônia para longe. Assim também fazia a equipe do Estudiantes. Era a coisa certa a se fazer. Mas num chute desses, a bola saiu em escanteio para o Estudiantes e veio o segundo gol. Assim, de bola parada, em outro erro cruzeirense de marcação e o título mudou e mãos. Cruzeiro, vice-campeão.

E assim terminou a saga do Cruzeiro na Libertadores ’09. Mais uma edição histórica desta competição que tem a cara do time celeste. Muita experiência, muitas alegrias, uma única tristeza, muitos dias chegando em casa sem voz, muitas noites indo dormir em êxtase pelas comemorações. Foi uma edição inesquecível que vou lembrar com muito carinho, seja pelas amizades que fiz, pelas que foram reforçadas ou pelos bons momentos que cada jogo me proporcionou viver. Saldo mais que positivo.

xD

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